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Fatos

Violência nos anos 70, nem tudo eram flores

Os anos 70 foram ótimos, mas haviam também problemas com a violência. Claro que numa proporção bem menor que hoje, mas se pensarmos em sensação de segurança ai sim foram anos de ouro. Leiam mais neste post.

É nem tudo são flores, havia sim violência nos anos 70. Na década de setenta havia sim crimes, e alguns que foram de grande repercussão. Claro que não na proporção ou repercussão de hoje. Até porque tínhamos um controle rigoroso do que a mídia podia expor. Ao contrário do que ocorre hoje que existem programas dedicados a violência que tem audiência enorme.Vejamos então, para exemplificar, um dos assassinos que marcaram época:

Violência nos anos 70, alguns casos.

 

Chico Picadinho

 

O estudante de direito, Francisco Costa Rocha, tem duas mortes confirmadas em seu nome. Foram duas mulheres, em 1966 e 1976. Ele estrangulou Margareth Suida, uma bailarina austríaca, até a morte. Para esconder seu crime, Chico cortou o corpo da mulher em pedaços menores. Mas acabou confessando e foi preso. No julgamento descreveu o assassinato em detalhes e disse que a bailarina era muito parecida com sua mãe. Oito anos depois, foi colocado em liberdade condicional por bom comportamento e voltou a matar uma mulher nas mesmas condições dois anos depois. Desta vez, foi condenado por mais de 20 anos. Apesar de ter cumprido a pena, não foi solto por ser considerado perigoso e cumpre pena na Casa de Custódia de Taubaté.

O início da década de 70 foi marcado pela morte da Socialite Josefine (Jô) Souza Lima, filha do ex prefeito da capital BH, assassinada pelo marido, Roberto Lobato. O crime teve conotação passional devido a ciúmes do criminoso e abriria espaço para uma revolução feminina. Dois anos após o assassinato, Roberto Lobato foi levado a júri e a defesa apresentou como tese, a “Legitima Defesa da Honra”, conseguindo sua absolvição. O resultado do tribunal do juri provocou a revolta e reação de grupos ligados as mulheres que rapidamente lançaram o slogan: “Quem ama não mata”, dando início a uma cruzada contra esse tipo de impunidade e discriminação.

Outra coisa estamos hoje acostumados a ouvir falar em organização criminosa tipo PCC.  Mas o surgimento das quadrilhas organizadas se deu na década de 70 que se beneficiaram primeiramente do aumento considerável aumento da concentração urbana, da pobreza em que viviam as pessoas, das faltas de oportunidade, tipo: educação, saúde… E também de uma polícia muito mais política do que voltada para a segurança pública.

Mas mesmo assim tínhamos mais sensação de segurança, vivíamos uma relativa tranquilidade, podíamos andar pelas rua sem temer (tanto). As casas ainda podiam ficar destrancadas, em suma as pessoas eram mais tranquilas. Prova é que não existiam tantos condomínios, que são na verdades presídios para pessoas de bem.

E você, o que lembra quando se fala em violência nos anos 70? Roubos? Ditadura? Deixe seu comentário ou compartilhe esse conteúdo. Abraços.

Sobre o autor | Website

Funcionário publico, historiador e blogueiro por paixão. Nascido nos anos 70 curti toda minha adolescência nos anos 80 e 90. Agora gosto de relembrar os bons momentos e fatos que marcaram época.

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