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Fatos

Violência no Rio na década de 1980

Hoje esta na moda falar de segurança, problemas com a segurança, ou violência no Rio de Janeiro. O tema não é agradável nem é atual sendo  um problema crônico no Brasil que infelizmente parece estar longe de tem solução. Só para ilustrar o que falo, um artigo da revista Veja de 7 de janeiro de 1981, trás uma grande matéria  e na  de capa uma chamada com o seguinte titulo:

O RIO FERIDO A BALA: A baixada Fluminense fechou 1980 com 2000 execuções e a zona sul do Rio torna-se, aos poucos, o quintal do crime numa cidade despoliciada”.

Falando mais sobre a violência no Rio de Janeiro

Será baseado no que li neste extenso artigo que construirei o post. Claro, deixo as interpretações e comentários para os amigos leitores. Logo de cara o que percebi foi a mudança no dia a dia da classe “A” da sociedade e na forma de atuar dos marginais. Já naquela época as pessoas tiveram que mudar sua rotina de tranquilidade em nome da segurança, pois a violência que parecia algo distante que normalmente estava associada a periferia, estava migrando para os bairros de classe media e alta.

Dados da Violência no Rio de Janeiro

Violência no Rio

Segundo levantamento do Gallup, 36% dos entrevistados cariocas sofreram pelo menos um assalto em 1980, e 1 milhão de moradores do Rio, nos últimos dois anos , viram seu patrimônio parcialmente mutilado por homens armados. Destes 400 mil foram assaltados mais de uma vez. Ainda na pesquisa consta um dado interessante que diz que 700 mil vitimas deixaram de registar ocorrência nas delegacias. O motivo? A maioria afirmou que estava convencida da ineficiência da policia. Acreditam?

As celebridades não ficaram imunes ao avanço da violência no Rio de Janeiro. Atores como Hugo Carvana, a novelista Janet Clair e o escritor Fernando Sabino foram vitimas na época de roubo (mão armada).  Prova de que os assaltantes havia percebido a vantagem de agir na Zona Sul.

Outro dado grave, citado na reportagem e que houve uma mudança no tipo de crime praticado pelos marginais. Os roubos rápidos de carros, deram lugar latrocidas que depois de atacarem casais, violentavam as mulheres e matavam os homens. A invasões de residências com a feitura de reféns aumentou vertiginosamente, levando a uma mudança radical nos hábitos dos moradores que passaram a buscar formas de se protegerem, com grades nas portas e janelas e aqueles que podiam com sistemas de alarme ou proteção armada.

 A situação estava tão critica que um comerciante  de Ipanema que foi roubado 50 vezes em oito anos, propôs um uma confraternização entre policiais, comerciantes do bairro e os assaltantes. Cômico se não fosse trágico. Mas isso representava segundo a reportagem que li, falta de segurança e descrédito da polícia. Lembrando que isso se refere ao ano de 1980, qualquer semelhança….

Os grupos de extermínio atuavam com muita liberdade na baixada. Eram geralmente policiais ou ex policiais que colocavam seus serviços a disposição de grupos rivais. Com isso contribuíam muito para as estatísticas que deram a baixada fluminense na época o título de a região mais violenta do mundo, pela ONU.

Engraçado que em meio a violência no Rio de Janeiro,  estavam mais de 1,5 milhão de pessoas trabalhadoras que obedeciam uma lei do silêncio.  Sofriam muito com a ausência do Estado. Tirando por base Nova Iguaçu, apenas 8% das casas tinham esgoto e menos de 30% recebiam água encanada. O desemprego também era outro fator que agravava a violência no Rio, e na baixada fluminense para ser  mais exato.

Sendo a maioria migrantes, destes 70% nordestinos, a população local crescia e não era absolvida pelo mercado de trabalho. Dos que trabalhavam 72% ganhavam menos que 2 salários mínimos. Para época um salário muito baixo. Eram combinações perigosas que agravavam a situação da população que vivia precariamente. Jogando ela para margem da sociedade, criando  ilhas de segurança que já estavam se rompendo, como dito anteriormente.

Com certeza é um assunto polêmico que espero ter abordado de forma clara. Com certeza não é um problema exclusivo do Rio de Janeiro. Mas foi através da reportagem que iniciei o post, que por sinal parece estar inacabado. Mas quero ter a liberdade de futuramente retornar ao assunto violência nos Anos 70, 80 ou 90. Continua…

Acham que é um bom tema para um futuro post?

Fonte: Veja

Sobre o autor | Website

Funcionário publico, historiador e blogueiro por paixão. Nascido nos anos 70 curti toda minha adolescência nos anos 80 e 90. Agora gosto de relembrar os bons momentos e fatos que marcaram época.

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