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Fatos

O pós governo militar

As medidas e fases para o restabelecimento do regime democrático no Brasil até a ascensão do novo Presidente José Sarney, foram forjadas com muita negociação e uma boa dose de ansiedade por parte de vários segmentos da sociedade. Mas nosso  objetivo neste post não é falar sobre este caminho percorrido, mas o que aconteceu no pós governo militar.

O que veio no pós governo militar

Ao folhear  uma velha revista de 1/1/1986, logo me prendi a leitura de uma artigo intitulado “Ano velho, vida nova”. Ele falava justamente sobre esse período que se sucedeu com a saída de João Batista Figueiredo da presidência. Sobre isso eu nunca havia me interessado, mas ao ler fui percebendo algo que me fez ler todo o artigo desta edição especial da Veja.

pós governo militar

Fonte: Portal Zap Notícias

Alguns dos mais influentes membros do governo estavam fora do poder e o que eles fariam doravante? O que o pós governo militar reservaria ao ex-presidente e seu ministros? Bem eles estavam muito bem. No fim ficou tudo bem. Pelo menos para quem deixou o poder, não ficou claro se restou algum ressentimento.

Para falar do assunto tive que me despir de qualquer preconceito. Limpar minha mente, pois sei que quando se fala de governo militar muitas paixões se afloram. Umas pró outras não. Seguirei esta linha tênue para lhes falar da minha sensação ao findar a leitura que fiz.

Primeiro vamos falar do que aconteceu no pós governo militar para membros do governo. O General Figueiredo agora aposentado,  que sempre teve paixão por cavalos passou a se dedicar a criação e a montaria, mesmo contrariando orientações médicas. Ele sofria com problemas de coluna e a atividade de equitação devido ao impacto que causava a coluna era o menos indicado. Mas isso nunca o impediu de montar. Passou a levar uma vida aparentemente pacata e discreta, sem ostentações.

Outros homens fortes do governo tentavam se manter no governo, agora democrático. Como foi o caso de Ibrahim Abi-Ackel ex ministro da justiça e supostamente envolvido em denuncias de contrabando que pedras preciosas do Brasil para os EUA. Ele não se elegeu deputado da constituinte como pretendia.

Delfin Netto,  ex ministro do planejamento, passou a se dedicar a sua vida pessoal não deixando de fazer críticas ao governo atual (recém eleito), quando das medidas nada populares de ajuste fiscal.

Haroldo Correa de Mattos, que fora ministro das Comunicações,  não se queixou da saída do poder. Aliás passou a cuidar da saúde para seguir a orientação do então deputado Magalhães Pinto ” o melhor hospital é uma agência de viagens e o melhor médico o doutor Boeing”.

Muitos dos ministros passaram a trabalhar na iniciativa privada. Como foi o caso de Nestor Jost ex Ministro da agricultura que em suas atividades fora do governo aumentou seus rendimentos em dez vezes, segundo ele mesmo afirmou a Veja. Pelo jeito não sentiu falta do poder.

Leitão de Abreu, passou a se dedicar  a dar aulas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Contava orgulhoso de sua participação na sucessão do presidente Figueiredo: “Percebi em tempo que o autoritarismo estava no fim e a saída era a conciliação com o doutor Tancredo”. Terminou seus dias vivendo de uma pensão que recebia e não tentou voltar a política.

Estes foram apenas alguns exemplos que separei para deixar minha impressão deste pós governo militar. Bem, não sei se vocês vão concordar. Caso não, fiquem a vontade em comentar. Mas, para mim ficou claro um certo alívio deles ao deixar o governo (Poder) . Pode soar estranho isso hoje, em meio a tantos políticos atuais que amam o poder.

Outra coisa aqueles que se dedicaram a outras atividades fora do governo melhoraram seu rendimento e os que não queiram isso passaram a viver de aposentadorias (pensões). Diferente não? Caso queiram ler na integra o artigo para ver se terão a mesma impressão que tive tem este link (Veja) com a revista digitalizada. Mas enfim as impressões são realmente pessoais. Mas gostaria de ouvir meus amigos leitores. A palavra está como vocês. Abraços.

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Sobre o autor | Website

Funcionário publico, historiador e blogueiro por paixão. Nascido nos anos 70 curti toda minha adolescência nos anos 80 e 90. Agora gosto de relembrar os bons momentos e fatos que marcaram época.

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