O Cinema nos anos 70

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filmes e cinema nos anos 70

O cinema nos anos 70 se caracteriza com filmes com temas realistas, até chegar à era dos Blockbusters (“arrasa-quarteirões”, em inglês). Vamos então falar destas maravilhas da 7ª arte.

Vários grandes clássicos foram produzidos nessa época e influenciam fãs, críticos e cineastas até hoje. A palavra que resume o cinema dessa época é renovação. Vamos conhecer algumas dessas obras.

Cinema nos anos 70, vários estilos em cartaz

Policiais e gangsters

 O Cinema nos anos 70 cinema

Filmes policiais como Operação França (Oscar de Melhor Filme e Melhor Ator para Gene Hackman) e sua sequência, Operação França II; Serpico; Chinatown (de Roman Polanski e Oscar de Melhor Filme) traziam policiais e detetives durões combatendo a violência das grandes cidades. Em contrapartida, o crime organizado mostrava a sua cara como na saga d’ O Poderoso Chefão, que conquistou os Oscars de Melhor Filme, Diretor (Francis Ford Coppola) e Ator (Marlon Brando). A sua sequência seria a primeira a conquistar um Oscar de Melhor Filme e a superar o original.

Guerra do Vietnã

A Guerra do Vietnã terminou em 1975, com a derrota dos EUA para os vietcongues. E o cinema estadunidense começa a fazer a autocrítica da participação no conflito em filmes como Amargo Regresso (Oscar de Melhor Ator para Jon Voight). Além de O Franco-Atirador (vencedor de cinco Oscars, incluindo Melhor filme e diretor) e Apocalypse Now, mais uma obra-prima de Coppola que conquistou a Palma de Ouro no Festival de Cannes.

Os renovadores

 O Cinema nos anos 70 cinema O cinema dessa época apresentou novos diretores que renovariam o cinema mundial. Além de Coppola, surgiram nomes como Woody Allen (Oscar de Melhor Diretor e Roteiro por Noivo Neurótico e Noiva Nevosa), Brian de Palma (Carrie, a Estranha), Martin Scorcese (Taxi Driver), George Lucas (Star Wars) e Steven Spielberg, cujo filme Tubarão (1975), inaugurou a era dos Blockbusters.

Foram vários os filmes de sucesso nos anos 70. Citei apenas alguns para não cometer exageros.

No Brasil

 O Cinema nos anos 70 cinema O Brasil nessa época vivia sob a ditadura militar. E a produção de filmes se dividia entre a “boca do lixo”, com as famosas pornochanchadas (como O Bem-Dotado) e a Embrafilme, que apresentou sucessos como Xica da Silva e Bye-Bye, Brasil (ambos dirigidos por Cacá Diegues), Dona Flor e Seus Dois Maridos (de Bruno Barreto) e Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia (de Hector Babenco).

Lembro que ainda garoto adorava cinema nacional. Na certeza que veria nudez e cenas sensuais. Via escondido dos meus pais é claro.

Estes eram apenas alguns dos filmes em cartaz na década. Espero que tenham gostado do post.

No momento em que falamos de filmes e cinema anos 70 devemos ter em mente que as coisas eram claramente diferentes, a iniciar pelos roteiros. O foco era bem mais realista.O cinema da década de 1970 se caracteriza com filmes com assuntos concretos até surgir a época dos Blockbusters (“arrasa-quarteirões”, em inglês). Numerosos grandes clássicos foram produzidos nessa era que tem influencia fãs, críticos e cineastas até hoje. A afirmação que resume o cinema dessa época é renovação. Vamos ver algumas dessas obras.

Filmes anos 70 – alguns estilos da época

Policiais e gangsters

Filmes policiais como Operação França (Oscar de Melhor Filme e Melhor Artista para Gene Hackman) e sua continuação, Operação França II;

Serpico; Chinatown (de Roman Polanski e Oscar de Melhor Filme) traziam policiais e detetives durões combatendo a violência das grandes cidades.

Em compensação, o crime organizado mostrava a sua cara tal como na saga d’ O Poderoso Chefão, que conquistou os Oscars de Melhor Filme, Diretor (Francis Ford Coppola) e Ator (Marlon Brando) e cuja continuação seria a primeira a adquirir um Oscar de Melhor Filme e a vencer o original.

Operação França – Trailer

Conflito do Vietnã

A Guerra do Vietnã terminou em 1975, com a derrota dos EUA para os vietcongues, e o cinema americano inicia a executar a autocrítica da atividade no conflito dentro de filmes como Amargo Regresso (Oscar de Melhor Ator para Jon Voight), O Franco-Atirador (vencedor de cinco Oscars, inclusive Melhor filme e diretor) e Apocalypse Now, mais uma obra-prima de Coppola que conquistou a Palma de Ouro no Festival de Cannes.

Apocalypse Now – Trailer

Os renovadores

O cinema dessa época trouxe novos diretores que renovariam o cinema global. Além de Coppola, surgiram nomes tal como Woody Allen (Oscar de Melhor Diretor e Roteiro por Noivo Neurótico e Noiva Nevosa), Brian de Palma (Carrie, a Estranha), Martin Scorcese (Taxi Driver), George Lucas (Star Wars) e Steven Spielberg, cujo filme Tubarão (1975), inaugurou a era dos Blockbusters.

Tubarão – Trailer

Filmes Brasileiros

O Brasil nessa era vivia sob a autoritarismo militar. Dessa maneira a realização de filmes se dividia entre a “boca do lixo”, com as famosas pornochanchadas (como O Bem-Dotado) e também a Embrafilme, que trouxe sucessos como Xica da Silva e Bye-Bye, Brasil (os dois dirigidos por Cacá Diegues), Dona Flor e Seus 2 Maridos (de Bruno Barreto) e Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia (de Hector Babenco).

Para lembramos de como foi o cinema nos anos 70 no Brasil, vamos fazer uma pequena viagem na nossa história. Os mais jovens que olham os filmes hoje, com uma imagem cristalina, efeitos sonoros impressionantes, personagens que pulam da tela diante dos olhos dos espectadores,com todo conforto de um shopping center, podem até pensar que não haviam cinemas no passado.

Mas o cinema está presente na vida dos brasileiros desde o ano de 1896. E durante todos estes anos apenas conseguiu consolidar sua posição de um dos entretenimentos prediletos das pessoas, de um modo geral.

É claro que o cinema nos anos 70 no Brasil eram muito diferente dos que temos a oportunidade de ter hoje. Para começar, as grandes salas, que de tão grandes acabaram se transformando em teatros em muitos casos, eram acessadas diretamente da rua. Por isso eram chamados de cinema de rua, pois não ficavam dentro de outros complexos comerciais.

 O Cinema nos anos 70 cinema

Além disso, os cinemas que existiam no Brasil iam acompanhando as evoluções apresentadas nos cinemas estrangeiros aos poucos, com um certo atraso. O mesmo valia também para agenda de estreias. Mas como os brasileiros não tinham noção dos filmes que estavam passando nos Estados Unidos, a noção de tempo era um tanto quanto distorcida.

Outra característica do comportamento nas salas de cinemas dos anos 70 era o fato de que as pessoas podiam fumar dentro das salas. Aliás, nesta década as pessoas podiam fumar em praticamente qualquer lugar fechado.

Apesar de existir a estrutura física, na década de 70 os brasileiros conviviam com a ditadura militar, por isso nem todos os filmes feitos no exterior conseguiam estrear por aqui. Todos tinham que passar pela análise dos censores, e isso acabava sendo um grande filtro. Uma outra característica do cinema da década de 70 no Brasil é o fato que os brasileiros passaram a fazer mais filmes nacionais.

Alguns filmes aliás se tornariam  clássicos da resistência da cultura ao regime militar. O papel do cinema no período era bastante discutido Acreditava-se que deveria servir como meio de esclarecimento da população e não só para o entretenimento. O mesmo que ocorreria  com as demais áreas da cultura, como : a musica, o teatro…

Foi a partir dos anos 70 que o então “Cinema Novo” se destacou no cenário nacional e internacional. Inclusive ganhando prêmios como do festival de Cannes e de Veneza.

Fora deste circuito havia uma vertente do cinema o “Cinema  Marginal”. Ele tendia para a representação de questões mais sociais, como o filme “Terra em transe” de Glauber Rocha. Outros marcos  desta corrente foram os filmes : “Bandido  da luz vermelha” de Rogério Sganzala, “Matou a família e foi ao cinema” de Júlio  Bressane e “A Margem” de Ozualdo Candeias.

A linguagem usada por algumas alas do “Cinema Marginal” era  o humor escrachado e grotesco que usava o que acontecia no cenário brasileiro como matéria prima. Aqui o herói era o marginal, o malandro e o transgressor das regras sociais.

O melodrama social foi a principal linguagem do cinema no final da década de 70. Nesta linha fizeram sucesso filmes como: Lúcio Flavio, o passageiro da agonia  (1978) e Pixote, a lei do mais fraco (1980) de Hector Babenco; E, Bye Bye Brasil (1979) de Cacá Diegues.

No período de 1969 a 1979 em que a censura era muito rígida, mais de 500 filmes em sua maioria estrangeiros, não foram exibidos em terras tupiniquins. O governantes tentavam de todas as formas criar um padrão de cultura aceitável segundo sua ótica. Mas o que conseguiam com isso era só censura . Que aliás foi o maior desafio a ser vencido pelo cinema nos anos 70 no Brasil.

Com a criação da Embrafilme (1969) e Concine (1975), o Estado passou a financiar a produção de uma grande quantidade de filmes brasileiros. Mas eles também tinham que ter os seus roteiros aprovados pelos censores da época.

Mas mesmo com todo o controle dos “valores morais” feito pelos militares, um dos gêneros que mais acabaram fazendo sucesso nos cinemas brasileiros durante os anos 70 foi a Pornochanchada.

Eram  geralmente produções baratas, feitas com atores desconhecidos mas que possuíam alguma beleza física. Neles se abusavam de cenas de nudez feminina e de cenas malfeitas simulando o sexo. Mas comercialmente este gênero trouxe bons frutos. Geralmente lotavam as salas  de cinema com público das classes mais populares.

 O Cinema nos anos 70 cinema Alguns  Marcos do cinema nos anos 70 no Brasil:

  • “Como era gostoso o Meu francês” (1971) de Nelson Pereira dos Santos;
  • “Independência ou Morte”, de Carlos Coimbra;
  • “Os Inconfidentes”  de Joaquim Pedro Andrade;
  • “Toda Nudez será castigada”(1973),  obra de Nelson Rodrigues, dirigida por Arnaldo Jabor;
  • “Xica da Silva” (1976) de Cacá Diegues; e
  • “Dona Flor e seus dois maridos” (1976) de Bruno Barreto.

 

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Nascido nos anos 70 curti toda minha adolescência nos anos 80 e 90. Agora gosto de relembrar os bons momentos e fatos que marcaram época.
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