Quais os motivos para Guerrilha do Araguaia

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motivos da guerrilha do araguaia
Tropa do Exército

Os anos 70 foram marcados por conflitos e combates. Alguns deles bem sangrentos, como é o caso da Guerrilha do Araguaia. É sobre este triste capítulo de nossa história que vamos nos debruçar neste post. Nos acompanhe neste registro histórico.  E vejamos se poderemos entender quais os motivos para Guerrilha do Araguaia.

Guerrilha do Araguaia: Partes e componentes do conflito

Quem fomentou a Guerrilha e o que eles buscavam

Aproveitando-se de um  cenário caótico em viviam trabalhadores migrantes, em sua maioria do nordeste, o PCdoB foi quem idealizou o movimento que daria origem aos confrontos na região do Rio Araguaia. Seguindo a mesma vertente de resistência armada que surgira antes do golpe de 1964. Esse pode ser considerado um dos principais motivos para Guerrilha do Araguaia.

O que se buscava era implantar um modelo Socialista, partido das áreas rurais. As áreas urbanas viriam depois. Esperava-se com isso derrubar o governo militar. Seguindo os modelos de golpes bem sucedidos ocorridos em Cuba e na China.

Dentre os principais lideres do PCdoB que estiveram a frente do movimento podemos citar: Maurício Grabois, João Amazonas, Elza Monnerat e Ângelo Arroyo.

 Quais os motivos para Guerrilha do Araguaia Fatos

Postura do governo

Mesmo tendo seu inicio em fins da década de 1960, o movimento só foi descoberto em 1972.

Os principais locais ocupados pelos guerrilheiros eram as cidades  às margens do rio Araguaia,  São Geraldo do Araguaia e Marabá no Pará e de Xambioá, no norte de Goiás.

Depois de identificar os locais enque estavam os guerrilheiros o Exército iniciou o envio de suas tropas. Dividindo suas operações em três etapas: Operação Papagaio, Operação Sucuri e Operação Marajoara.

Do confronto entre o Exército e a guerilha

Operação Papagaio

Apesar da grande mobilização de tropas com cerca de 1500 homens o resultado não foi nem de perto o esperado pelo governo.

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Cabo Odílio Cruz Rosa

Os militares composto s em sua maioria por recrutas do serviço obrigatório (com 19 anos), não tinham conhecimento das matas em que estavam escondidos os guerrilheiros.  Sendo facilmente emboscados, inclusive com baixas (mortos e feridos). Numa destas emboscadas foi morto o primeiro militar, o cabo Odílio Cruz Rosa. Seu corpo só pode ser resgatado dias depois, já em decomposição. A guerrilha não permitiu que isso fosse feito antes.

Noutra incursão outro militar foi morto e mais um ferido. Segundo os moradores locais que serviam de guia, os militares eram despreparados. Faziam muito barulho e usavam muito helicóptero. Isso facilitava aos guerrilheiros localizar onde estavam as tropas.

Uma das estratégias utilizadas pelo exército foi o oferecimento de recompensa em dinheiro para quem desse informações sobre os “paulistas”. O que deu certo resultado. Mas o número de presos ainda era pequeno.

Em quatro meses de campanha a primeira investida não logrou êxito. E a segunda também não foi diferente. Isso só dava mais moral aos guerrilheiros. Durante esta operação a falha na informações e o despreparo da tropa foram cruciais para que as ações militares tivessem uma ar de amadorismo.

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Tropa do Exército

Exemplo disso foi o lançamento de bombas com napalm, que incendiavam plantações em regiões que nunca foram ocupados por terroristas. Outro aspecto que fez parte dos confrontos foi a guerra ideológica. O governo tentava evitar que notícias do Araguaia chegassem ao conhecimento público. Mas fracassou no intento. Os panfletos do PCdoB chegaram até o Sul do país. Logo o Estado de São Paulo faria uma matéria sobre o que estava acontecendo. Não demorou a notícia chegou ao New York Times.

Depois destes fracassos era hora de recuar e restruturar as estratégias. O que foi feito.

Operação Sucuri.

Com o fim da primeira campanha dos militares houve a retirada das tropas. Com isso a população local passou a saber quem eram os “paulistas”. Até então estes buscaram o anonimato. Passaram à propaganda dos ideais comunistas. Afinal era uma revolução popular. Tinham que ter o apoio popular.

Chegou-se a pensar que o Exército tinha sido derrotado. Não sabiam que ja havia outra operação a caminho. Desta vez com militares profissionais com treinamento de guerra na selva.

Antes do retorno da tropa, os guerrilheiros tiveram tempo para se reorganizar. Mais mantimentos, armas e munições foram espalhadas na mata.

 O diferencial desta novo ofensiva era que o Exercito lançara mão de estratégias de inteligência. Infiltraram agentes ” a paisana” junto a comunidade. E reduzira o contingente para evitar chamar tanto a atenção. Porém a qualidade dos agentes e militares seria o diferencial.

Os agentes se misturaram bem aos locais. Chegando a abrir comércio e a negociar com os próprios Guerrilheiros, para não chamar a atenção. Com isso levantaram informações importantes para a ação propriamente dita.

Ao contrário do que acontecera antes os confrontos não envolveram militares uniformizados. Estavam barbudos e cabeludos, na verdade não lembravam militares. E com isso se buscava ocultar a atuação das forças armadas no local. Fazendo com que a repressão fosse velada.

A ordem era não poupar ninguém é assim foi feito. O cenário estava pronto para a terceira e última fase do confronto a Operação Marajoara.

Operação Marajoara.

O confronto agora tinha outros métodos. Se antes a ajuda dos locais se dava por meio de recompensa, agora aqueles que eram suspeitos de ajudarem a guerrilha eram presos. Iniciavam assim as denúncias de torturas para a obtenção de informações.

Entre os anos de 1973 e 74 foram sendo encontrados e eliminados um a um membros da guerrilha. A busca era em sua maioria feita por pequenos grupos de militares melhores armados e treinados. E mais, com informações mais acertadas de quem era quem, e quais tinham a prioridade de morrer.

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Prisioneiros mortos

Com a morte de seus principais lideres e organizadores (Maurício Grabois e Gilberto Olímpio Maria) a guerrilha se desorganizou. Perdeu sua capacidade de se reestruturar. O que se seguiu foi uma caça aos revolucionários. Muitos apesar de rendidos foram executados.

Fim do conflito

Com a estimativa de que restavam pouco mais de vinte guerrilheiros vivos na mata, o Exército começou a retirar suas tropas do local. Mas isso não significou que a busca pararia por ai. Pequenas patrulhas continuavam as incursões à busca dos remanescentes.

Foi um período em que eram pagas recompensas por foragidos mortos na mata. E ali mesmo eram enterrados(as).

Apenas dois conseguiram fugir das caçadas. andavam muito à pé chegando até São Paulo e de lá buscavam o anonimato. Mas um deles Angelo Arroyo foi morto na cidade dois anos depois . Zezinho do Araguaia depois de vinte anos vivendo em São Paulo, foi encontrado em Goiânia. Onde , pelo que consta, vive até hoje.

Do lado dos militares somam-se 16 mortos. Contra mais de 40 guerrilheiros que foram mortos depois de capturados.

Até hoje o assunto levanta discussão. Esse post não pode ser considerado nem de perto uma leitura total do que foi o evento. Ainda há muito o que se estudar para saber os motivos para guerrilha do Araguaia, bem como saber o que houve la durante os confrontos.

Mas espero ter sido claro em minhas colocações. Deixe seu comentário ou compartilhe nosso conteúdo. Abraços.

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Nascido nos anos 70 curti toda minha adolescência nos anos 80 e 90. Agora gosto de relembrar os bons momentos e fatos que marcaram época.
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2 COMENTÁRIOS

  1. Salve o Exército Brasileiro!
    Grande matéria. Imparcial e pode dizer-se elucidativa. Pelo mundo tivemos grandes ditaduras que se perpetuaram por mais de 5 décadas as quais tiveram seu inīcio como o movimento feito no Araguaia, cujo intuito era se estender pelo País. Era guerra, e guerra tem suas nuances nada agradáveis, para ambos dos lados. O fato é que alguém teria que perder… e graças a Deus o Exército foi o vitorioso. Sempre haverá aqueles que irão denigrir a imagem de nossas forças armadas, mas incontestavelmente, a Nação muito deve a esses heróis, na grande maioria, anônimos,

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