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cinema

Jesus Cristo Superstar

Sabem aqueles filmes que de tão polêmicos causam grande repercussão mundial? Pois é, o filme Jesus Cristo Superstar é um deles. Lembram dele? Por ter sido gravado noas anos 70 teve ainda muito mais resistência de religiosos no mundo inteiro.

Isso porque coloca Jesus Cristo num ambiente Hippie. O filme, que aliás trata-se de um musical foi feito em 1973 dirigido  pelo  cineasta canadense Norman Jewison, uma adaptação de uma ópera rock de mesmo nome.

O filme gira em torno do conflito entre Judas e Jesus durante a semana antes da crucificação. Neeley e Anderson foram indicados para dois prêmios Globo de Ouro em 1974 por seus retratos de Jesus e Judas, respectivamente. Mesmo sendo polêmico o filme atraiu  críticas positivas.

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A “Via Crucis” de Jesus Cristo

Por outro lado as críticas negativas não foram nada cristãs. Numa apimentada reportagem publicada na revista Veja de 16 de dezembro de 1973 o colunista Sérgio Augusto comenta, ao falar do fraco desempenho do ator/cantor Ted Neeley (Jesus Cristo), que: Nem assim, seu raquítico Jesus Cristo, interpretado pelo  cantor pop Ted Neesley e constantemente santificado por ofuscantes raios solares, consegue a necessária aura de messianismo para tornar acreditáveis os seus sermões.

 O filme causou repercussão por relatar um Cristo  como um Hippie. Isso realmente pode ter causado revolta em algumas religiões por ter mexido em assuntos tão delicados como a fé e a religiosidade.  A imagem do messias sempre esteve ligada ao martírio em prol do homem e do amor por nós. É assim que nós aprendemos desde pequeninos.

Eu particularmente fiquei impressionado com a forma com que o filme retratou o Cristo. Não entendia à época se aquilo era correto ou não, pois era muito jovem quando vi o filme. Estava acostumado a ver filmes que tratavam da vida  do Messias, mas de um forma mais tradicional que me levava a refletir sobre o sofrimento dele o proposito de sua vinda ao mundo.

Mas mesmo impressionado não cheguei a ficar chocado ou a achar que o filme era uma blasfêmia. E se formos olhar com os olhos de hoje veremos o filme é arte, só arte. Não houve nenhum excesso, isso no meu entendimento. No mais extremismos existem e sempre existirão e isso não pode ser motivo para que deixemos de criar.

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Representar símbolos da fé das pessoas é sempre um terreno complicado. Eles transformaram através da arte uma história bíblica que mesmo acontecida a mais de 2000 anos é ainda atual. E por falar em atual o filme que é um musical ainda é, também, atual. Recentemente foi apresentada em teatros em São Paulo a versão nacional do musical e pelo que vi foi um sucesso de critica.

 O uso pela arte da imagem de Cristo para um musical pode ter sido chocante mas nada comparado ao que  se faz com a imagem de Cristo hoje em passeatas e eventos. O que acham?

Sobre o autor | Website

Funcionário publico, historiador e blogueiro por paixão. Nascido nos anos 70 curti toda minha adolescência nos anos 80 e 90. Agora gosto de relembrar os bons momentos e fatos que marcaram época.

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