Governo General Médici

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Vamos viajar no tempo? Convido os amigos a conhecer um pouco mais sobre alguns dos governantes militares. Começo com Emílio Garrastazu Médici, integrante do Arena que foi presidente do Brasil entre 1969 e 1974, período em que o Brasil consolidou certa estabilidade no setor político. Médici foi um comandante que promoveu a repressão de caráter policial e militar contra grupos contrários ao regime militar no país. Esta medida, certamente, rendeu forças a Médici dentro das disputas de poder entre os militares. O nome do presidente está relacionado ao tempo de maior aplicação de força contra os rebeldes.

Presidente Médici

 Governo General Médici Fatos

Médici e o milagre econômico

O período de Médici à frente do comando do Brasil aparece em destaque com relação à promessa de milagre econômico. Realmente, o país passou por estabilidade em decorrência do bom momento da economia, com registro de crescimento.

Nesta época, a economia bateu números recordes de desenvolvimento, com marcas variáveis de 7% a 13% ao ano, principalmente por causa do aumento da atividade do setor da indústria. Os postos de trabalhos e a contratação de mão de obra renderam a sensação de dinamismo e bem estar para os brasileiros.

Para corresponder aos investidores que ofertavam trabalho ao povo, o Governo investiu em infraestrutura com construção de estradas e hidrelétricas, por exemplo. Houve endividamento externo, pois os recursos destinados à expansão do País vieram de empréstimos do exterior.

O reflexo da euforia fez com que áreas pouco exploradas do país fossem povoadas, como a região amazônica e Centro-Oeste. Com números expressivos e recordistas, o cenário foi chamado de milagre econômico.

Começo de crise

O falso milagre econômico mostrou caras diferentes quando o cenário internacional, patrocinador do crescimento do Brasil, vacilou. O milagre econômico passou a gerar desigualdade econômica, preço pago durante décadas pelos cofres públicos.

Mãos de ferro

No período Médici, houve concentração das ações repressoras no país. Além do Departamento de Ordem Política e Social nos Estados da Federação, das Secretarias Estaduais de Segurança Pública em plena atividade e do trabalho ininterrupto do Departamento de Política Federal, passaram a lutar contra os manifestantes e ativistas de esquerda o Centro de Inteligência do Exército, da Aeronáutica e da Marinha, o Destacamento de Operações e Informações – Centro de Operações de Defesa Interna, muito conhecido pela sigla DOI-Codi, além da Operação Bandeirante.

 Governo General Médici Fatos
Anos de Chumbo do governo Médici

A repressão ganhou sua representatividade mais dura com o Ato Institucional nº 5, conhecido como AI-5, aplicado em 1968. Os principais grupos de oposição e luta armada, como Aliança Libertadora Nacional, conhecida como ALN, Movimento Revolucionário 8 de outubro, conhecido como MR-8, o Partido Comunista do Brasil, conhecido como o PC do B ou partidão, se empenharam ainda mais para lutar contra o regime.

Estes grupos de esquerda fizeram atentados contra representantes do regime militar, assaltos a bancos para financiar as atividades de guerrilha, sequestro de embaixadores de aliados do Governo Militar para trocar por presos pelo regime e campanhas secretas para popularizar o regime marxista socialista. (Vejam este post sobre os assaltos cometidos pelos grupos de resistência).

No Governo Médici foram registradas várias violações dos direitos humanos com prática de tortura pesada, tanto física, quanto psicológica. Entre as formas mais comuns de castigo estavam choques, uso de pau-de-arara, queimaduras, traumas, afogamentos, espancamentos e perfurações.

A sucessão presidencial

Ao assumir a presidência, havia exigido a reabertura do congresso, o que foi atendido em 1965. Uma de suas metas era preparar condições para uma abertura política no final de seu governo, o que de fato não ocorreu. Médici deixou o poder em 1974 para dar sucessão a outro militar, Ernesto Geisel. Seu governo ficou marcado na história nacional pelo alto nível de violência e repressão.

Lembrando que o governo do General Médici, contrastou a  vitória na copa de 1970 e a euforia popular, com a dura repressão. Gostaram do post? Curtam, comentem pois estamos em casa. Abraços.

No site Brasil Escola tem mais algumas informações sobre o assunto, se quiserem podem ir lá e dar uma conferia, será instrutivo.

 

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Nascido nos anos 70 curti toda minha adolescência nos anos 80 e 90. Agora gosto de relembrar os bons momentos e fatos que marcaram época.
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14 COMENTÁRIOS

  1. Eu so do tempo da ditadura,ela não foi tão ruim assim,ela foi ruim para aqueles que hoje governa nosso Brasil,era terrorista,por isto eram preso eperseguido,eu nunca tive problemas com a ditadura,trabalhava e cuidava da minha vida e cumpria as leis,não sou militar e nem tenho parente militar,sou cidadão comum,tenho saudade quando os militares governava nós,,tinhamos mais seguranças e leis,de hoje que me da medo.

    • Otario. Conheço muitas familias que ainda esperam seus filhos que foram torturados e “sumidos” que eram médicos, estudantes, eme até prefeitos. Tu não sofreu porque devia ser um babaca estupido e alienado que tava pouco se fudendo pros outros, alem de ser um bajulador de torturadores.

  2. Se não foce os militares este pais seria uma Etiópia ou uma Serra Leoa pois na quela época os políticos eram os mesmo de hoje todos corruptos e medíocres.

  3. sempre fui e sempre serei contra qq tipo de governo ditatorial fascista em qq parte do mundo, seja militar seja civil, como sou contra os desmandos deste governo atual que rege nossa pátria dando poderes ao crime organizado e acobertando políticos corruptos que nós mesmos elegemos por indução à uma falsa democracia alienada e retrograda, sou pelo voto FACULTATIVO. ABAIXO ESTA CORRUPÇÃO E CADEIA AOS CORRUPTOS LESA PÁTRIA….POR UM JUDICIÁRIO SOBERANO POR UMA NAÇÃO SOBERANA E JUSTA ….

  4. Esse milico era um desgraçado, deixou os gringos roubarem nosso País. Que fique no inferno pau mandado do ” eua”. Até hoje pagamos o tal milagre econômico. Velho desgraçado.

  5. Nunca esquecerei na minha,no dia em que apenas jogava bola com o meu finado irmão,próximo de onde morávamos e derre pente chegou aquele fusca,saíram os policiais de dentro dele,todos com metralhadoras nas mãos,pediram os documentos de meu irmão,que no momento não tinha,então algemaram ele para levar preso,quando surgiu a minha irmã e pediu pelo amor de deus que não fizesse aquilo,pois os documentos dele,se encontravam em casa,os policiais então o levaram para a minha casa,lá se encontrava a minha mãe,chorando muito e procurando os documentos dele,por pouco não prenderam o meu irmão que era de maior,mas estava sem documentos,apenas jogando bola comigo,quem sentiu isto na pele ou coisa ainda mais grave,nunca esquecerá.

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