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Curiosidades

Cursos profissionalizantes nos anos 70. Porque eram tão fortes?

O que representaram os cursos profissionalizantes nos anos 70? Durante muitas décadas, conseguir um emprego não exigia que as pessoas tivessem uma grande formação. Na verdade, existia uma cultura das empresas de ensinar o trabalho e as atividades para as os funcionários, sendo que muitos eram contratados sem nenhuma experiência, o que tornava mais fácil ensinar sem qualquer tipo de vício. Mas isso mudaria com as reformas na educação que veremos mais a frente.

Cursos profissionalizantes nos anos 70 uma realidade bem diferente de hoje.

Além disso, nas grandes cidades e até mesmo nas cidades rurais as pessoas conseguiam trabalhos com uma certa facilidade, pois existiam mais vagas do que pessoas que realmente queriam trabalhar. Conta o fato de que as mulheres, que representam praticamente metade da população, eram condicionadas a ficarem em casas cuidado dos filhos, o que fazia que as vagas de trabalho fosse, quase todas, direcionadas para o público masculino.

Mas na década de 70 tudo começou a mudar rapidamente para as pessoas, especialmente as que viviam nas grandes cidades. O motivo foi simples: a grande quantidade de pessoas que passaram a se concentrar nas grandes metrópoles fez com que as pessoas acabassem encontrando uma grande quantidade de concorrência.

Por isso, a qualificação acabou se tornando um dos principais diferenciais para as pessoas conseguirem uma determinada vaga de emprego. Uma vez que a experiência nem sempre acaba contando como um diferencial. Isso acabou provocando uma grande busca por cursos profissionalizantes nas mais variadas áreas.

Antes de mais nada, os cursos de nível superior acabaram passando por uma grande fase de expansão, e as pessoas começaram a procurar mais os cursos de direito e também alguns outros cursos mais focados nas áreas financeiras. Durante esta década, praticamente todo o público destes dois cursos eram formados por homens. Poucas mulheres conseguiam fazer uma faculdade durante a década de 70.

Já para os homens que não conseguiam pagar por um curso de nível superior, ou então não conseguiam uma vaga nas universidades públicas, a opção mais interessante de formação eram os cursos técnicos, que também começaram a surgir com mais força. Eles especialmente escolhiam os cursos técnicos que permitiam com que eles ganhassem formação para arrumar coisas ou instalar determinados tipos de equipamentos.

Ensino Profissionalizante como forma de preparar para o trabalho

Cursos profissionalizantes nos anos 70

O ensino profissionalizante passou a ser obrigatório como a edição da lei 5692/71, que  fixou as diretrizes e bases do ensino de 1º e 2º graus.

O objetivo era aumentar o número de trabalhadores capacitados e com mão de obra mais baratas. A escola ganhava assim o caráter de formação prática, buscando a eficácia de seus alunos na lida profissional. Perdia espaço então algumas disciplinas mais teóricas.

Assim aqueles estudantes que não fossem aprovados no vestibular estariam preparados para trabalhar. Era uma forma de conter o número de candidatos à universidade que não tinha vagas suficientes para receber a quantidade de alunos egressos do ensino médio (2º Grau).

Haviam assim habilitações técnicas no 2º grau para magistério; técnico em contabilidade; técnico em mecânica;  auxilar em patologia clínica; desenhista de arquitetura; e desenhista mecânico. 

E para  aqueles que  pretendiam seguir na vida acadêmica, ou podiam optar por isso, faziam o 2º grau colegial. Lembram?

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Sobre o autor | Website

Funcionário publico, historiador e blogueiro por paixão. Nascido nos anos 70 curti toda minha adolescência nos anos 80 e 90. Agora gosto de relembrar os bons momentos e fatos que marcaram época.

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