Criminalidade dos anos 70

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Como comparar os índices de criminalidade dos anos 70 com os anos atuais?  Afinal a violência é um fenômeno atemporal.

As vezes  as pessoas costumam fazer essa comparação, quase sempre para ilustrar a ideia de que os dias de hoje estão muito mais violentos.

Uma comparação difícil de se fazer .

Afinal de contas,devemos considerar que o mundo tinha praticamente metade da população de hoje. Não obstante vamos trabalhar com a hipótese da proporcionalidade.

É um assunto polêmico com certeza. 

Criminalidade dos anos 70

Mas quando são analisados determinados casos, de forma isolada, podemos acreditar que os anos 70 não foram tão tranquilos assim como a grande maioria das pessoas pensam.

Nos Estados Unidos, por exemplo, uma verdadeira explosão da criminalidade, que começou na década de 60 mas que acabou atingindo o seu ápice nos anos 70.

 Criminalidade dos anos 70 Fatos

Os Estados Unidos sempre acabaram servindo como exemplo para o mundo inteiro. Mas quando começaram a surgir as notícias do aumento da criminalidade, saindo de controle das autoridades, houve um grande problema que teve que ser enfrentado pelos norte-americanos.

Houve uma queda significativa de turistas e também de investidores na cidade de Nova York, local onde acabou se tornando um grande exemplo do aumento da quantidade de crimes que estava acontecendo na América.

Mas um dos grandes diferenciais dos Estados Unidos quando comparados com outros países é, o fato de que eles conseguiram controlar a escalada da criminalidade, através de uma grande reforma penal.

E no Brasil?

Já no Brasil, a história da criminalidade dos anos 70 é bastante contraditória. Existem pessoas que afirmam que o Brasil era um país muito violento, e existem outras pessoas que afirmam que não existiam tantos assaltos e outros crimes, e que as pessoas que moravam nas grandes cidades podiam viver de forma mais tranquila.

Na verdade, existe uma grande dificuldade de obter informações que comprovem qualquer um dos lados quando o assunto é índice de criminalidade dos anos 70.

O motivo é simples: o Brasil vivia sob um regime de ditadura militar. Todas as informações eram controladas com rigor. Mesmo assim ocorreram alguns crimes que marcaram a época.

Darei dois exemplos mais à frente.

Era de interesse dos governantes militares mostrar que o Brasil era um país rico, maravilhoso e com os problemas controlados. Por isso muitas informações sobre a época nunca chegaram, de fato, ao conhecimento do público.

Opiniões

Não obstante devemos levar em consideração o que ouvimos dos mais velhos. O que eles dizem geralmente é que realmente não havia tantos crimes. Que as pessoas podiam andar pelas ruas mais tranquilas. Não é isso que eles dizem? Eu já ouvi isso algumas vezes.

Contudo a violência não é um fenômeno atual. Há estudos que apontam que o surgimento de  de facções criminosas famosas hoje, como o PCC surgiram na década de 70. Como aponta o artigo publicado no site da UOL.

Outro fator importante é o fator constituição de 1988. Ela ficou conhecida como constituição cidadã. Instituindo o Estado de direito. O  que gerou uma série de brechas legais. 

E temos também a edição do código penal e de processo penal uma série incrementos que chegam a ser benéficos ao cometimento de crimes. (Opinião pessoal)

Isso facilita para que o delinquente aja com mais liberdade. E em alguns casos com a certeza da impunidade. Tempos modernos.

Enfim são hipóteses.

Qual sua opnião sobre o assunto? Qual época era mais segura, a década de 70 ou os dias de hoje?

Crimes que chocaram a década

Chico Picadinho

O estudante de direito, Francisco Costa Rocha, tem duas mortes confirmadas em seu nome.

Foram duas mulheres, em 1966 e 1976. Ele estrangulou Margareth Suida, uma bailarina austríaca, até a morte. Para esconder seu crime, Chico cortou o corpo da mulher em pedaços menores.

Mas acabou confessando e foi preso. No julgamento descreveu o assassinato em detalhes e disse que a bailarina era muito parecida com sua mãe.

Oito anos depois, foi colocado em liberdade condicional por bom comportamento e voltou a matar uma mulher nas mesmas condições dois anos depois. Desta vez, foi condenado por mais de 20 anos.

Apesar de ter cumprido a pena, não foi solto por ser considerado perigoso e cumpre pena na Casa de Custódia de Taubaté.

O início da década de 70 foi marcado pela morte da Socialite Josefine (Jô) Souza Lima, filha do ex prefeito da capital BH, assassinada pelo marido, Roberto Lobato. Sendo o caso de Ângela Diniz lembrado pelo promotor do caso. Que chamou Roberto de “Doca Street do subúrbio”.

O crime teve conotação passional devido a ciúmes do criminoso e abriria espaço para uma revolução feminina. Dois anos após o assassinato, Roberto Lobato foi levado a júri e a defesa apresentou como tese, a “Legitima Defesa da Honra”, conseguindo sua absolvição.

 O resultado do tribunal do juri provocou a revolta e reação de grupos ligados as mulheres que rapidamente lançaram o slogan: “Quem ama não mata”, dando início a uma cruzada contra esse tipo de impunidade e discriminação.

Caso Ângela Diniz

 Criminalidade dos anos 70 Fatos

Outro caso de violência que chocou a todos nos anos 70 foi o assassinato da socialite Ângela Diniz.

Após uma discussão, ouvida pela empregada, Doca Street disparou sua pistola contra um dos rostos mais belos da década. Tudo teria se agravado, durante uma discussão, quando supostamente Ângela teria dito:” – Se quiser me dividir com homens e mulheres… pode ficar, seu corno!”

Verdade ou não, o fato é que a defesa usou isso como argumento para que Doca fosse condenado a só dois anos. A alegação de “Legítima defesa da honra”, foi suficiente para convencer 4 dos 7 jurados.

O Ministério Público recorreu. Um novo julgamento foi realizado, agora sob uma nova área de liberdade. Era 1981 e os movimentos feministas não deixariam que Doca se livrasse tão fácil assim.

Foi condenado a 15 anos de prisão. Cumpriu três anos e meio, conseguindo ir para o semiaberto.

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Obrigado.

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Nascido nos anos 70 curti toda minha adolescência nos anos 80 e 90. Agora gosto de relembrar os bons momentos e fatos que marcaram época.
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11 COMENTÁRIOS

  1. Falaram, falaram, e não disseram coisa alguma! Já nos anos 80, foram 6104, final da contrarrevolução, em 2014, 44861 assassinatos, em 2017, chegou-se a cerca de 60 mil assassinatos! Que papo é esse de anos 70 com o a taxa atual? Qualquer maneta mental pode fazer a regra de três e dizer quais são os verdadeiros ‘anos de chumbo’! Não venham mais com esse papo furado, pois isso está deixando as pessoas mais irritadas, pois estão agora tendo o trabalho de fazer as contas e não aceitar coisas jogadas ao ar!

    • Calma! você realmente leu o texto? Estamos apenas conjecturando, não cometemos anacronismos. O texto é realmente para ser provocativo. Afinal segurança pública sempre foi um problema no Brasil. Ficamos gratos com seu comentário.

  2. Me interessei pelo assunto, talvez por ter vivido minha infância e adolescência nos anos 70 e 80 e ter tido a oportunidade de morar em vários lugares no Brasil, pra começar: Nos anos 70, morava em São paulo, capital, morei nos bairros Bom Retiro e Brás, nessa época tinha por hábito(talvez por ser meio rebelde) sair à caminhar com amigos sem hora para retornar para casa. Brincávamos na rua Anhaia até altas horas, saíamos a pé do Bom retiro até o playcenter e voltávamos as 23:00hs também a pé! Íamos ao cinema nos entornos da Av. Rio Branco e nunca ví, nem passei por situações de violência que não fossem acidentes de trânsito, atravessávamos São Paulo de bicicleta(na época tinha uma Monareta) indo do centro até Santo Amaro e retornando para muitas vezes ser colocado de castigo pelo meu pai pelas travessuras, hoje nem cogito que meu filho vá para a escola sem que o leve, e olha que moro numa cidade do interior do RS, onde todos se conhecem. Naquela época tínhamos a liberdade de andar sem preocupações, onde o fator “sorte” não era cogitado, a violência não era uma constante como hoje em dia, quem cometesse um crime, seria punido de forma à não querer reincidi-lo, hoje ao contrário, muitas vezes o trabalhador honesto é punido com um salário ridículo enquanto assistimos á aqueles que são presos receberem um auxílio reclusão maior que o ganho da maioria dos trabalhadores!

  3. Vivi minha juventude nos anos 70 em SP e posso afirmar com toda certeza que a criminalidade era bem menor. Não precisa de números para provar isso, basta levar em consideração qual era nossa sensação de segurança naqueles anos e qual é a sensação de segurança que temos hoje. Não lembro de me sentir inseguro andando pelas ruas naquela época, não lembro de ver trombadinhas pelo centro ou ter que atravessar a rua pra desviar de um lugar ou alguém suspeito. Havia sim roubos, assaltos, homicídios… mas eram casos mais isolados. Inclusive quando ocorria algo do tipo gerava uma certa repercussão, enquanto hoje em dia esses crimes fazem parte da rotina, a violência está banalizada. Foi durante a década de 80 que comecei ver que a coisa começou desandar, foi quando comecei ver mais molecagem pelas ruas e me sentir meio inseguro de andar em certos lugares… Em 1986 sofri meu primeiro assalto, levaram meu relógio. Concluindo: é meio sem noção ou muita falta de percepção alguém que viveu nos anos 70 dizer que a criminalidade naquela época já era, proporcionalmente, como hoje.

  4. brasileiro tem memória curta n lembra nem o q comeram
    no dia de ontem
    acredito q se a mídia fica repetindo q “o brasileiro come muito capim no café da manhã”
    é bem capaz de acreditarem pq brasileiro tem memória muito curta
    qualquer pessoa q n for retardado e tenha +40 anos
    sab q a cada ano a violência aumenta 20 anos atrás n se via tanats casas com grades
    n se via tantas praças vazias o povo tem medo até de ir comprar pão e ainda tem retardado q ainda tem duvidas q ficou mas violento o país
    Laele

  5. A cidade de São Paulo começou a ficar um pouco mais violenta por volta da década de 80 antes mesmo de a nova constituinte brasileira entrar em vigor

  6. Anos 70 morei em varias cidades do Paraná e Santa Catarina..Eram dias tranquilos, existiam ladrões de galinha e roupa. Ficava na rua ate as 20h00, estourando ate as 21h00 brincando com os amigos na rua. Varias vezes a porta da casa ficou sem chavear ou janela sem trancar por esquecimento. Atualmente moro em londrina, tenho um neto que vive trancado em casa, com muro alto, cerca eletrica e grades por tudo. Sem comparação, querem denegrir a época do regime militar. Quem viveu nesta época dourada vai concordar comigo pq se respeitava as leis.

  7. Vivi ne década de 60,70 em Sp ,saiamos a pé do Pari íamos até as bocas de luxo voltávamos e nunca fomos incomodados ,mas lembro dos cortiços na Vila Beatriz aonde a guarda civil junto com a força publica faziam vistorias atrás de justiceiros e bandidos vindo do nordeste ,so lembrando que existia o inspetor de quarteirão esse sim quando via algo errado denunciava ,talvez por isso tínhamos uma certa tranquilidade De uma coisa posso dizer ,eramos felizes e nao sabíamos .A partir da década de 80 os trombadinhas tomaram conta da capital e a violencia começou a explodir com a migração do povo do norte e nordeste ,chegavam em paus de araras mandados pelos politicos dos seus estados com 5 ,6 filhos eram despejados no Bras e muitos ficavam a mercê do destino lamentavelmente

  8. “Todas as informações eram controladas com rigor. Era de interesse dos governantes militares mostrar que o Brasil era um país lindo” E atualmente? Hoje em dia vocês acham que as informações estão corretas? Não são igualmente ou mais manipuladas? Vocês acham que não são enganados hoje em dia?
    Muitos espalham só as histórias de torturas do período militar, mas não falam das ameaças e ataques de grupos comunistas que obrigou o congresso a instaurar o regime militar, a ditadura. Se não fossem os militares hoje seríamos uma Cuba, Venezuela… O Próprio Fernando Gabeira admite isso. Antigamente não havia celular, técnologia de ponta para se obter informações. E quem já viu terrorista abrir o bico? O cara tem intenção da matar centenas de pessoas vai abrir o bico a onde? Vai oferecer um prémio, uma jujuba, em troca informações? Terrorismo se combate com mais terrorismo, todo o resto é demagogia.

    Nossos ex-presidentes Lua e Dilma financiando obras faraônicas, bilionárias, em países comunistas (Cuba, Bolívia, Venezuela, Equador,…), parcerias comerciais com países comunistas (Rússia, China, Índia,…) no que colaboraram com o nosso país? Nada! Por que não fizemos alianças tão significativas mas com países modelos de desenvolvimento? Por causa dessa ideologia de lixo, essa ideia de protecionismo ridícula, daqui a pouco novas energias mais eficientes surgirão e o petróleo não vai valer nada! Países desenvolvidos vão estar vivendo de meditação e nós queimando lixo de combustível fóssil para comer… O mal da esquerda é não ter capacidade de olhar para frente. Quero que busquem todos os grandes feitos nos últimos 30 anos de esquerda no governo e tentem comprar com alguns dos feitos dos militares em 20 anos, e sem a tecnologia e equipamentos atuais.
    – Restabelecimento da autoridade e da ordem pública;
    – Criação de 13 milhões de empregos;
    – A Petrobrás aumentou a produção de 75 mil para 750 mil barris/dia de petróleo;
    – Estruturação das grandes construtoras nacionais;
    – Crescimento do PIB de 14%;
    – Construção de 4 portos e recuperação de outros 20;
    – Criação da Eletrobrás;
    – Implantação do Programa Nuclear;
    – Criação da NUCLEBRÁS e subsidiárias;
    – Criação da EMBRATEL e TELEBRÁS (antes, não havia “orelhões” nas ruas nem se falava por telefone entre os Estados);
    – Construção das Usinas ANGRA I e ANGRA II;
    – Desenvolvimento das INDÚSTRIAS AERONÁUTICA e NAVAL (em 1971 o Brasil foi o 2º maior construtor de navios do mundo);
    – Implantação do PRÓ-ÁLCOOL em 1976 (em 1982, 95% dos carros no país rodavam a álcool);
    – Construção das maiores hidrelétricas do mundo: TUCURUÍ, ILHA SOLTEIRA, JUPIÁ e ITAIPÚ;
    – Brutal incremento das exportações, que cresceram de 1,5 bilhões de dólares para 37 bilhões; o país ficou menos dependente do café, cujo valor das exportações passou de mais de 60% para menos de 20% do total;
    – Rede de rodovias asfaltadas, passou de 3 mil para 45 mil km;
    – Redução da inflação galopante com a criação da Correção Monetária, sem controle de preços e sem massacre do funcionalismo público;
    – Fomento e financiamento de pesquisa: CNPq, FINEP e CAPES;
    – Aumento dos cursos de MESTRADO e DOUTORADO;
    – INPS, IAPAS, DATAPREV, LBA, FUNABEM;
    – Criação do FUNRURAL, a previdência para os cidadãos do campo;
    – Programa de merenda escolar e alimentação do trabalhador;
    – Criação do FGTS, PIS, PASEP; (**)
    – Criação da EMBRAPA (70 milhões de toneladas de grãos); (**)
    – Duplicação da rodovia RIO-JUIZ DE FORA e da VIA DUTRA;
    – Criação da EBTU;
    – Implementação do Metrô em SÃO PAULO, RIO DE JANEIRO, BELO HORIZONTE, RECIFE e FORTALEZA;
    – Criação da INFRAERO, proporcionando a criação e modernização dos aeroportos brasileiros (GALEÃO, GUARULHOS, BRASÍLIA, CONFINS, CAMPINAS – VIRACOPOS, SALVADOR, MANAUS);
    – Implementação dos PÓLOS PETROQUÍMICOS em São Paulo (Cubatão) e na Bahia (Camaçari);
    – Investimentos na prospecção de petróleo no fundo do mar que resultaram na descoberta da bacia de Campos em 1976;
    – Construção do PORTO DE ITAQUÍ e do terminal de minério da Ponta da Madeira, na Ilha de São Luís no Maranhão;
    – Construção dos maiores estádios, ginásios, conjuntos aquáticos e complexos desportivos em diversas cidades e universidades do país;
    – Promulgação do ‘Estatuto da Terra’, com o início da Reforma Agrária pacífica;
    – Polícia Federal;
    – Código Tributário Nacional;
    – Código de Mineração;
    – Implantação e desenvolvimento da Zona Franca de Manaus;
    – IBDF – Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal;
    – Conselho Nacional de Poluição Ambiental;
    – Reforma do TCU;
    – Estatuto do Magistério Superior;
    – INDA – Instituto de Desenvolvimento Agrário;
    – Criação do Banco Central (DEZ/64);
    – SFH – Sistema Financeiro de Habitação;
    – BNH – Banco Nacional de Habitação; (***).
    – Construção de 4 milhões de moradias;
    – Regulamentação do 13º. salário;
    – Banco da Amazônia;
    – SUDAM;
    – Reforma Administrativa, Agrária, Bancária, Eleitoral, Habitacional, Política e Universitária;
    – Ferrovia da soja;
    – Rede Ferroviária ampliada de 3 mil e remodelada para 11 mil Km;
    – Frota mercante de 1 para 4 milhões de TDW;
    – Corredores de exportações de Vitória, Santos, Paranaguá e Rio Grande;
    – Matrículas do ensino superior de 100 mil em 1964 para 1,3 milhões em 1981;
    – Mais de 10 milhões de estudantes nas escolas (que eram realmente escolas);
    – Estabelecimentos de assistência médico sanitária de 6 para 28 mil;
    – Crédito Educativo;
    – Projeto RONDON;
    – MOBRAL;
    – Abertura da Transamazônica com instalação de agrovilas;
    – Asfaltamento da rodovia Belém-Brasília;
    – Construção da usina hidrelétrica de Boa Esperança, no Rio Parnaíba;
    – Construção da Ferrovia do Aço (de Belo Horizonte a Volta Redonda);
    – Construção da PONTE RIO-NITERÓI;
    – Construção da rodovia RIO-SANTOS (BR 101); e
    – E o mais importante, impediram a implantação de uma ‘FARC’ no Brasil’.

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