Chico City – Humor dos anos 70

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Chico Anísio foi uns dos maiores humorísticas que o Brasil já teve, para muitos, ele era um poeta na sua área, um gênio, que fazia as pessoas rirem e refletirem com suas sátiras e piadas sempre muito bem colocadas.

Chico criou diversos personagens marcantes, como o deputado Justo Veríssimo (“Quero que pobre se exploda!”), o pai de santo Painho (“Affe! Eu tô morta!), Pantaleão (“É mentira, Terta?”), Bozó (“E-eu trabalho na Globo, tá legal?”) e seu programa Chico City foi um marco do Humor dos anos 70.

Vamos lembrar um pouco mais desse programa, que marcou a tantas gerações.

 Chico City - Humor dos anos 70 TV

Chico City e seus personagens

Chico City foi um programa humorístico produzido pela Rede Globo, cujo principal autor era o humorista Chico Anysio. Foi exibido de 1973 a 1980, semanalmente e era umas das maiores audiências do canal.

No início da do programa, todos os quadros se passavam numa cidade do interior do Nordeste, cujo nome era o tal Chico City.

O prefeito era o populista e corrupto Valfrido Canavieira. Seu pai, foi revelado depois, era o Professor Raimundo, que também teve lugar no programa com sua Escolinha.

Um dos destaques era o velhote Seu Popó, que vivia implicando com seu companheiro Albamerindo (Jomba) e com suas enfermeiras. O jornal da cidade, que fazia oposição ao prefeito, era escrito por Setembrino, vulgo “Esquerdinha”.

Na rádio fazia sucesso o locutor Roberval Taylor. Nos comícios de Canavieira, se apresentavam o grupo Baiano e os Novos Caetanos (sátira de Caetano Veloso e os Novos Baianos).

O último quadro do programa era com o Véio Zuza, um preto velho tradicional a quem os personagens iam se consultar sobre problemas diversos. Ele sempre respondia com um misto de ironia e bom-senso. Neste quadro, o personagem Negritim, era interpretado pelo filho de Chico, Nizo Neto, também maquiado de negro.

Chico protagonizava todos os quadros principais, mas havia alguns exclusivos de outros humoristas, como o “Beleza” (o conquistador da cidade), interpretado por Carlos Leite, e “Os Intelectuais”, onde Bertoldo Brecha (o pretenso intelectual de botequim, que vivia travando “sábios” diálogos com um amigo (Martim Francisco), a quem se referia como “Caro colégua”, e cujo nome é uma sátira ao dramaturgo e poeta alemão Bertolt Brecht), interpretado por Mário Tupinambá, que voltaria na Escolinha com o bordão “Veeeeeenha!”.

Um clássico da Globo e do humor brasileiro. Gostaram? Por falar em clássicos da TV lembro de um programa infantil chamado Vila Sésamo, lembram? Mas isso é assunto para outro post.

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Nascido nos anos 70 curti toda minha adolescência nos anos 80 e 90. Agora gosto de relembrar os bons momentos e fatos que marcaram época.
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