Antônio Marcos o romântico

Dele acredito que nenhuma jovem de hoje vá se lembrar. Mas se perguntasse nos anos 70 quem era Antônio Marcos a maioria das jovens responderiam que era o mais belo cantor romântico. E foi assim que ele construiu sua carreira de sucesso. O cantor tinha legiões de fãs que beiravam o fanatismo. Mas sua história não se resumiu ao sucesso e fãs, nela houve álcool, drogas, amores,  dinheiro e por fim um acidente automobilístico. Vamos a ela?

O surgimento de Antônio Marcos

Nascido de origem humilde em 1945, Antônio Marcos era o segundo de oito filhos de um vendedor de livros e de uma costureira. Trabalhou desde cedo para ajudar em casa. E também cantava desde cedo no coral da escola em que estudava, era o sinal de uma vocação que se  aflorava e que o levaria ao estrelato.

Sempre chamou a atenção pelo seu porte e carisma. Isso o levou a TV, onde fazia pequenas aparições. Sua voz o levou para o rádio. Em 1962, esteve na Ginkana-Kibon, apresentada  por Vicente Leporace e Clarice Amaral, na TV Record, onde cantou “Only You”, música de Elvis Presley, de quem era fã.

Era conhecido como a voz de Ouro de São Miguel (onde morava). Mesma cidade onde aos doze anos bebeu álcool pela primeira vez. Costume que nunca mais abandonaria. Falo mais sobre isso…

Seu talento não se resumiu à música, Antônio Marcos mostrou que tinha talento para encenar, sendo incorporado ao teatro Arena, onde se tornou ator principal nas peças: Pé Coxinho e Samba contra 00 dólar. Mas a música ainda seria seu forte.

Em 1965 juntou-se a outros três rapazes e formam um grupo “Os Iguais”. Eles estouraram com a música “A partida”. Mas Antônio Marcos, não era “igual” e havia nascido para voar sozinho.  Gravou seu primeiro compacto dois anos depois, mas não fez sucesso. Mas sua voz marcou e logo gravou o segundo disco e estourou com a música “Tenho um amor melhor que o seu”. Daí para frente sua vida nunca mais seria a mesma e o s tempos difíceis ficariam para trás. Pelo menos por enquanto.

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Com seus 1,82m, cabelos lisos e dono de uma voz privilegiada, Antônio Marcos não tardou a cair nas graças das jovens. Passou a fazer parte do circulo dos astros da Jovem Guarda, comprou seu primeiro carro um corcel Luxo e participava de festas com celebridades onde sempre bebia muito.

Dinheiro já não era problema, seus shows rendiam muito. E ela gastava quase na mesma proporção que ganhava. Se em uma loja gostasse de um modelo de camisa, comprava uma de cada cor. Tinha várias botas e outros mimos de um homem vaidoso.

Foi um homem de vários amores. Mas o mais famoso foi seu casamento com a também badalada Vanusa, sendo considerados casal 20 nos anos 70. Foi uma união difícil para Vanusa, pois no início eles não puderam oficializar o relacionamento, porque isso poderia prejudicar o relacionamento dele com as fãs. Vanusa chegou a ser hostilizada por fãs. Sofreu um aborto e conviveu com o alcoolismo do marido. Juntos tiveram duas filhas.

Curiosidades

Alguns fatos curiosos também ocorreram na vida dele. Certa noite  chegou a dar seu carro a um taxista bêbado que lamuriava num bar, e também tinha o costume de comprar comida em restaurantes caros e dar para mendigos. Não podia ver uma amigo dizer que estava “duro” que pegava sua carteira e dividia o que tivesse ali. Quando bateu sua Ferrari que ficou sem condições de uso, não se preocupou pois dinheiro não era problema. Daí a quinze dias já havia outra em sua garagem.

O fim desta união foi muito triste, na minha opnião. Numa certa manhã enquanto o casal tomava café da manhã uma das filhas disse que não queria ir mais à escola, pois no recreio suas colegas gritavam que seu pai era um bêbado. Aquilo  foi a deixa para uma conversa que Vanusa adiava a tempos. Entre sua família e o Whisky Antônio Marcos se levantou pegou a garrafa de Whisky e foi embora, fazendo sua escolha.

Pouco tempo depois casou-se com Débora Duarte, com quem tinha se envolvido antes quando atuaram juntos na TV Tupi. Juntos tiveram uma filha Paloma Duarte, com quem ele chegou a contracenar quando ela era uma criança de 8 anos, no teatro Nelson Rodrigues.

A decadência

O casamento com Débora Duarte durou até inicio dos anos 80. Foi um duro golpe para Antônio Marcos que se afundava cada vez mais no vício. E isso começou a afetar mais ainda sua carreira. Os amigos tentavam em vão resgatá-lo do vício.

As internações em clínicas de desintoxicação passaram a ser frequentes depois que ele resolveu lutar contra o álcool. “Nesse período, percebi como a bebida transforma a gente. Você bebe, cheira toxico e pensa que seu poder de criação esta mais aguçado. Tudo palhaçada”. (Revista Contigo)

Mas Antônio Marcos não se livrou do vício, passou a ter dificuldades financeiras e sua ex-esposa Vanusa foi quem tentou ajudá-lo arranjando um show na TV Bandeirantes para arrecadar dinheiro para ele. Mas a grande dificuldade foi mante-lo sóbrio até subir no palco. Vanusa chegou a trancá-lo no camarim para que não bebesse. Mesmo assim teve que lhe dar um pouco de Whisky. Enfim o Show foi um sucesso. Mas não o suficiente para motivar sua recuperação.

Ela ainda havia se casado outra vez, com a modelo Rose, uns vinte anos mais jovem, com quem teve um filho, Antônio Pablo em homenagem a Pablo Neruda, de quem era fã. E depois se envolveu ainda com Ana Paula Braga enteada de Roberto Carlos de quem era amigo.

Ate que na manhã do dia 5 de abril de 1992, se envolveu num grave acidente de carro após ingerir Whisky. Bateu o carro num poste, se ferindo gravemente. Foi internado por Ana Paula no hospital Oswaldo Cruz, mas não resistiu e faleceu as 21 horas. Seu sepultamento foi marcado por várias fãs acenando com lenços brancos.

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3 Comentários

  1. sou fã do saudoso Antonio Marcos,os LP que tenho guardado dele são relíquias,suas belas canções são eternizadas até hoje por grandes cantores,a minha música de preferência dele,se chama”quem dá mais”.Uma letra extremamente sensacional.
    Meus parabéns pelo post !

    • Antônio Marcos foi um grande astro da musica brasileira. Merece os fãs que tem.Obrigado pela sua leitura

  2. Pingback: Musicas antigas brasileiras as melhores lembranças | Blog Anos 70

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