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Musica

Anos 70 -Rock Roll – parte II

Rock roll Anos 70 –  parte II

Anos 70- Erick ClaptonDando sequência aos Top 10 do rock dos Anos 70,  selecionei mais um astro que brilhou na industria da musica e que embala gerações de fãs até hoje. Para os mais jovens uma oportunidade de conhecer Eric Clapton, um dos maiores, senão o maior guitarrista da história do Rock. Eric Patrick Clapton é um guitarrista, cantor e compositor britânico.Embora seu estilo musical tenha variado ao longo de sua carreira, Clapton sempre teve suas raízes ligadas ao blues. Clapton foi considerado inovador pelos críticos em várias fases distintas de sua carreira, atingindo sucesso tanto de crítica quanto de público e tendo várias canções listadas entre as mais populares de todos os tempos, tais como “Layla”, “Wonderful Tonight” e a regravação de “I Shot the Sheriff”, de Bob Marley. Em 2004 foi condecorado com o título de Comandante da Ordem do Império Britânico (CBE), tornando-se Sir.

Tudo começou…

Em 1945 nascia em Ripley, Inglaterra Erick Patric Clapton. Filho de uma jovem de 15 anos de idade que teve  um relacionamento com um aviador americano durante a 2ª Guerra. Foi criado pelos avós como se fosse filho, sem saber que na verdade sua irmã mais velha era sua mãe. Só aos 9 anos de idade ficou sabendo da verdade.

Essa revelação marcou a infância de Clapton. A família melindrava em torno dos fatos sobre a sua origem, em uma comunidade rural onde todos se conheciam e “(…) as escolhas definidas dentro da família sobre como lidar com as minhas circunstâncias, e eu não era colocado a par de nenhuma delas (…)” Essa descoberta tornou-o fechado em si mesmo, além de não ter permissão para falar sobre o assunto: “Eu observava o código de segredo que existia na casa”. Depois disso, Eric teve dificuldades nos estudos e tornou-se um garoto calado, tímido, solitário e distante da família. Na escola, o assunto que mais o interessava era a arte, e era comum ser repreendido em aula por ter os livros repletos de desenhos.

Seu primeiro emprego foi como carteiro e, aos 13 anos de idade, pela sua insistência, ganhou seu primeiro violão de sua avó Rose. Apesar da dificuldade inicial de aprender a tocar o instrumento, quase desistindo, acabou se esforçando para tocar os primeiros acordes influenciado por canções antigas de blues, que tentava reproduzir. Com um pequeno gravador, Eric se empenhava em reproduzir músicas de blues que gostava, até achar que estivesse tocando igual aos artistas originais, o que o auxiliou a desenvolver sua técnica. Em pouco tempo, já dedicava horas diárias ao aprendizado, e foi conseguindo dominar o instrumento.

Depois de completar o ensino básico, em 1962 Clapton fez um ano introdutório na Kingston School of Art, mas não continuou o curso. Em janeiro de 1963, indicado pela namorada do guitarrista Tom McGuinness, que fora sua colega no curso de artes, ingressou na banda The Roosters. Seus ensaios eram no andar de cima de um pub e a guitarra, o teclado e o vocal iam no mesmo amplificador, pois não tinham muitos recursos. Chegaram a fazer algumas apresentações, e Eric permaneceu na banda até agosto do mesmo ano.

Os Primeiros passos…

Anos 70 ClaptonAinda em 63, passou a integrar a banda Yardbirds, que começava a fazer sucesso na Grã-Bretanha. O empresário da banda e grande entusiasta do blues chamava-se Giorgio Gomelsky. Giorgio tinha aberto um lugar chamado CrawDaddy Club, no velho Station Hotel, em Richmond. A banda que tocava no local nas noites de domingo era a recém-formada Rolling Stones. Lá Eric conheceu Mick, Keith e Brian em seu período de gestação. Eric entrou na banda Yardbirds depois de ser alertado por seu então amigo Keith Richards, do Rolling Stones de que o guitarrista Topham estava prestes a desistir da banda.

Com o passar do tempo, os Yardbirds foram alternando seu estilo para o ritmo Pop, o que desagradava a Eric. Sendo assim, fiel às suas raízes no blues, recusou-se a seguir a direção escolhida pelo grupo, e acabou saindo em março de 1965. Após a saída de Clapton a banda ainda teria mais 2 grandes guitarristas como integrantes, sendo o primeiro Jeff Beck, e depois Jimmy Page. Depois de um tempo em empregos temporários, Eric  entrou para a John Mayall & the Bluesbreakers, estabelecendo seu nome como músico de blues e inspirando o fanatismo de jovens que pixavam Londres com a inscrição “Clapton is God” (“Clapton é Deus”) por toda parte.

Ele largou os Bluesbreakers em 1966 e então formou o Cream (nome designado por Eric), um dos primeiros “power trios” do rock, com seus amigos Jack Bruce e Ginger Baker, este, a pedidos de Eric à Jack Bruce. Estes eram seus amigos de festas, que aconteciam em suas casas, nas quais era comum que todos bebessem e fumassem quantidades maciças de droga, enquanto escutavam sons de blues. Clapton e esses amigos se tornaram tão próximos que resolveram entre si formar um grupo e tocar juntos, já que tinham os gostos semelhantes. Foi nessa época que Eric começou a desenvolver-se como cantor, embora Bruce, um dos melhores vocalistas do rock, fizesse a maioria dos vocais.

Uma carreira já consolidada…

210px-Eclapton_cardiffEm 1976, Clapton foi o centro de polêmicas devido a acusações de racismo, ao protestar contra a imigração crescente durante um show em Birmingham. Clapton disse que a Inglaterra estava “se tornando superpopulada” e implorou para que a platéia votasse em Enoch Powell para impedir que a Grã-Bretanha virasse uma “colônia negra”. Seus comentários motivariam diretamente a criação do evento Rock Against Racism. Anos mais tarde, em sua autobiografia, Clapton afirma não se lembrar do episódio e cogita estar sob influência de drogas ou bebida durante a declaração, e defende-se dizendo que não faria sentido que fosse racista, afinal, todos os seus grandes ídolos eram negros. Nesta mesma época, seu nome começou a aparecer em álbuns lançados no Japão como “Eric Crapton” (“Crap” significa “fezes”, em inglês), embora isso seja provavelmente mais um caso de “engrish” do que de malevolência.

O final dos anos 1970 viu um Clapton com dificuldades de se acertar com a música popular, causando uma recaída no alcoolismo que o levou a ser hospitalizado e depois internado para um período de convalescença em Antígua, onde ele mais tarde apoiaria a criação de um centro de reabilitação existente até hoje, chamado Crossroads Center, e, mais tarde, criou um evento chamado Crossroads Guitar Festival, que visava arrecadar dinheiro para contribuir com o tratamento dos dependentes de drogas. Em 1985 Clapton conheceu Yvone Khan Kelly, com quem ele começaria um relacionamento. Eles tiveram uma filha, Ruth, que nasceu no mesmo ano. Clapton se divorciaria de Yvone Khan Kelly em 1988.

No começo dos anos 1990, a tragédia voltaria a atormentar a vida de Clapton em duas ocasiões. No dia 27 de agosto de 1990 o guitarrista Stevie Ray Vaughan (que estava em turnê com Eric) e dois membros de sua equipe de apoio morreram em um acidente de helicóptero. No ano seguinte, em 20 de março de 1991, Conor, filho de quatro anos de Clapton com a modelo italiana Lori Del Santo, morreu depois de cair da janela de um apartamento. Um  reflexo instantâneo da dor de Clapton pôde ser visto com as canções “Tears In Heaven”, My Father’s Eyes (Pilgrim, 1998) e Circus Left Town (Pilgrim, 1998).

Essa é uma pequena parte da historia de um grande astro da musica internacional. Espero sinceramente que tenho gostado. Até um próximo post sobre os astros do rock dos Anos 70.

 Fonte de consulta: http://rock70s.blogspot.com.br e Wikipédia

 

 

Sobre o autor | Website

Funcionário publico, historiador e blogueiro por paixão. Nascido nos anos 70 curti toda minha adolescência nos anos 80 e 90. Agora gosto de relembrar os bons momentos e fatos que marcaram época.

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