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Fatos

20 anos sem Ayrton Senna

Chorei a morte de Ayrton Senna

Depois de 20 anos sem Ayrton Senna! E quem não chorou a morte dele? Hoje 1º de maio de 2014 faz vinte anos que perdemos Ayrton Senna do Brasil. Foi num dia como hoje, dia do trabalho que morreu nosso trabalhador mais ilustre. Difícil não lembrar daquele domingo em que acordei mais cedo para assistir mais uma corrida de formula 1.

O que podemos lembrar depois de 20 anos sem Ayrton Senna

Minha expectativa, é claro, queria ver nosso tri campeão ganhar mais uma corrida. Mas havia algo de diferente naquele dia, uma estranha atmosfera se formou em Imola. Na sexta feira, o novato Rubens Barrichelo então com 21 anos, sofreu um acidente pilotando sua Jordan a 200 km/h.

 No dia seguinte, no sábado, 30 de abril durante os treinos livres,  com o clima ainda carregado, o piloto austríaco Roland Ratzenberger, bateu seu carro a 290 km/h, num muro de uma reta, próxima a curva Tamburello. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu no helicóptero a caminho do hospital.

Contudo, a corrida aconteceria de qualquer forma, segundo a direção de prova. Os pilotos, inclusive Senna, estavam muito abalados. Ayrton parecia “prever” que algo mais aconteceria. Segundo os mecânicos da equipe Williams, ele estava diferente, sério, pensativo, e pelo que consta chorou quando estava no Moto Home da equipe.

20 anos sem Ayrton Senna do Brasil

Antes de entrar no carro, recém adaptado para ele, parecia procurar algo enquanto olhava fixamente para sua Williams. Não era o Ayrton alegre que sempre brincava com o mecânicos nos boxes. Estava diferente, preocupado e muito calado. Parecia não querer correr naquele dia. Mas como estava pressionado no campeonato, estando 20 pontos atrás de Schumacher, que pilotava uma Benetton, resolveu aproveitar sua poli para diminuir  essa diferença.

Mesmo depois de prometer a Galisteu , sua namorada, que não correria em San Marino, entrou no carro e partiu rumo a seu destino. E junto com ele milhões de brasileiros, que viram perplexos seu carro se chocar a  quase 300 km/h no muro da curva Tamburello. Por minutos intermináveis ficamos em silêncio, esperando que ele estivesse bem.  Infelizmente, o acidente foi grave e  choramos quando ele tombou a cabeça de lado, já fora do carro.

Leremos agora relatos da Dra. Fiandri, médica italiana que era chefe do centro de reanimação do Hospital Maggiore. Ela estava de plantão naquele 1º de maio. Quando viu pela TV o acidente, saiu o mais rápido possível para o hospital, já imaginando o pior. Ela não chegou a ver Ayrton ser retirado do carro pela equipe de socorro. Nós sim. No caminho foi informada por um médico, que estava no local, que havia muito pouco a se fazer.

“-Quem sabe um coma reversível?- Pensou. Infelizmente não. Maria Tereza Fiandri estacionava no pátio reservado aos médicos quando o helicóptero alaranjado rasgou o silêncio em volta. A bordo Ayrton Senna inconsciente e uma equipe de reanimação agarrada à esperança de mantê-lo vivo à custa de uma transfusão de 4,5 litros de sangue.”

Infelizmente, não seria suficiente. Segundo a Dra. Fiandri Senna chegou a ela, pálido, mas belo e sereno. Com um corte de 3 ou 4  centímetros na testa. Era a única ferida visível. Mas a quantidade de sangue que ele havia perdido surpreendeu a médica, que ao procurar o motivo do sangramento foi informada que o sangue saia da base do crânio (nuca). Uma haste de metal fina e longa, com o impacto perfurou a viseira do piloto e  afundou-lhe o cérebro.

Foi ai que descobriram que Ayrton não tinha atividade cerebral, mas seu coração continuava a bater. Naquele domingo, depois de uma serie de paradas cardíacas, as 13:42 hs, foi oficialmente declarado morto nosso Herói. Depois disso nenhum domingo foi igual.

Fonte: Personagens que marcaram época, Biblioteca Época. Ed. Globo

Sobre o autor | Website

Funcionário publico, historiador e blogueiro por paixão. Nascido nos anos 70 curti toda minha adolescência nos anos 80 e 90. Agora gosto de relembrar os bons momentos e fatos que marcaram época.

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